mostra e esconde, tudo-ao-mesmo-tempo

· eis o meu jeitinho pra subverter as "proporções" no armário ·

Date
fev, 06, 2024

Cê não decide o que quer, menina! Uma hora tampa tudo, outra hora mostra tudo. Ah ah, num te entendo, viu – e foi assim que minha mãe tranquilamente me definiu, enquanto juntava a bermuda nova na sacola de roupas que seguia pra costureira.

Sei que opinião de mãe, irmã e filha nem sempre é fácil, principalmente se fala da nossa aparência. Porque são visões de outros tempos, ancoradas em versões da gente que já não existem mais. Também porque raramente são horizontais e tendem a dizer mais sobre quem projeta, do que sobre nós mesmas: e que soem os gatilhos 💥 Por isso, inclusive, só atendo cliente em privacidade – opinião externa aqui, apenas a minha! 😬

Maaas, voltando ao comentário, eu gostei. Na verdade, não apenas gostei, como me diverti com a percepção materna e virginiana da dona Elaine (vulgo minha mãe) 🙃. Coisa louca, né? Lá estava eu, caçando nomes e teorias pra traduzir o que tô vivendo com o armário. Chega minha mãe e pimba: uma hora quer mostrar; noutra, esconder. Explico melhor a situação 👀

Que nem o cabelo, tô mudando meu estilo – evoluindo com ele, na verdade 🍃. Acho que tem a ver com a maturidade dos 30 e meu corpo. Troquei taaanto de manequim nos últimos tempos, perdi taaantas roupas, que seguir criando looks da mesma forma (harmônico + combinandinho + bom pros olhos – dos outros), virou quase um insulto. E assim chegou minha mania com as proporções ⚡️

Na moda, o tema “proporção” se conecta à silhueta, à sensação visual que modelagens e suas linhas criam. Efetivamente, a roupa não deixa ninguém mais magro, mais alto, esguia, alongada… Mas, ainda que inconscientemente, é assim que a gente se veste pra parecer: harmônica, equilibrada e perfeita 🤯. Eis o motivo da cintura alta + cropped, pra “aumentar as pernas”, marcar a cintura e dividir o corpo de um jeito ~princesa~; monocromático pra ~afinar~; blusão + calça legging ou regatinha + short largo pra equilibrar… Afinal, já dizia o Banco Inter: roupas nem muito justas, nem muito largas 🤡. Dá uma olhada nos exemplos abaixo, é disso que tô falando.

Sinceramente, não é errado e nem é ruim se vestir assim não. Acho importante, até. Porque só conhecendo é que dá pra ir além 😊. Maaaas saibam que, se a subversão for a meta, assim que ultrapassarem a linha do corpo-feminino-ideal, pedras irão rolar! E é aí que entra o estranhamento da mãe, da colega que comparou a mesma bermuda com ceroula 😂 e de quem mais tá viciada nessas formas perfeitas.

Pra mim, burlar proporção é tipo o chefão do Mário, sabe? Difícil pra caramba. Precisa de molejo, saber a técnica e os próprios limites. Exije um bocado de bravura também, pra bancar se achando MUITO SEXY – uma baita gostosa, dona do nariz (e da própria silhueta! 😉).

Por aqui, sigo na empreitada: desbravando peças, expandindo a visão que tenho de mim mesma, das minhas proporções e corpo, and doida pra já lançar essa bermuda com um coletinho, hein hein.

A seguir, deixei algumas referências do que acho potente em termos de proporções no estilo. Repara que não é óbvio, que causa estranhamento, mas é bonito de um jeito instigante, autêntico. Será que eu consigo fazer que nem, igualzinho?

Aguardo ansionsamente pelos próximos capítulos! ⚡

#proporcoes #modaagentepensa #estiloposiciona

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