do que não abro mão

meus pezinhos no direito, ainda militantes por igualdade, acreditam mais no diálogo do que nas regras. na construção que se faz junto. na riqueza que chega com quem fala d’outro lugar. empatia é esperteza preciosa, difícil de cultivar.

minha pedagogia é feminista, libertária e interseccional. feita de alma. é quem conduz o caminho que desenho a cada passo. se me perco, é a ela que retorno. crença de que não abro mão.

moda pra mim é ferramenta de transformação social. construção. é pra reconhecer corpos e vivências inconformes. uma possibilidade de conquistar espaço e voz. a moda precisa da política e do afeto. porque é feita de gente. de histórias.

magia é minhas clientes se reconhecerem no que vestem. é meu trabalho encontrar gente com quem a vida não é tão gentil. potência é construir com mulheres (cis e trans). se movimentar pela verdade e justiça. se transformar pela beleza.

livro "entre a batalha e o direito: prostituição, travestilidade e trabalho"

nas madrugadas cheias de esquina, aprendi com as travestis que a diversidade tem voz e potência demais pra não ser vista, ouvida, reconhecida. este livro concretiza um tanto disso.

e sim! prostituição é profissão – que precisa ser legitimada como tal. 

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